Pepe Barragán, um dos nomes mais consagrados da pintura Andaluza, tem apresentado ao longo dos seus cerca trinta anos de artista plástico, um percurso caracterizado por uma certa irreverência, ensaiando momentos de surrealismo geometrizante, ou surrealismo naturalista, passando pela abstracção geométrica tão cara a este autor, numa vaga de modernidade onde a improvisação não tem lugar, mas pelo contrário, os elementos construtivos do quadro respondem às necessidades surgidas na reflexão pictórica, não havendo possibilidade de sobressaltos nem vícios, num caminho da síntese da forma e da cor, numa base de grande coerência formal, a que se mantém fiel.
Presença habitual na Arte Lisboa, esta é mais uma oportunidade de ver com profundidade o seu mais recente trabalho.
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